Guia para operações seguras com empilhadeiras

Guia para operações seguras com empilhadeiras

A rotina de trabalho de um operador de empilhadeiras pode fazer com que surja aquela perigosa sensação de que “acidentes nunca vão acontecer comigo”. Isso somado ao excesso de confiança pode fazer com que os operadores de empilhadeiras liguem o trabalho no piloto automático e não deem à segurança a devida importância.

Por isso é tão importante participar de reciclagens e rever os conceitos fundamentais para garantir a segurança tanto do operador como dos trabalhadores que circulam nos espaços de trânsito de empilhadeiras.

No artigo de hoje sobre operações seguras com empilhadeiras você verá os seguintes tópicos: 

  • DE OLHO NAS NRs 11, 12
  • EPIs OBRIGATÓRIOS AO OPERADOR (NR6)
  • OUTROS CUIDADOS 
  • CAPACIDADE RESIDUAL 
  • LUZES DE SEGURANÇA 

DE OLHO NAS NORMAS DE SEGURANÇA PARA EMPILHADEIRAS

Existem hoje no Brasil, 37 Normas Regulamentadoras, as chamadas NRs. Essas normas são criadas por comissões formadas por representantes do Governo, trabalhadores e empregadores, e cada uma delas traz os procedimentos que devem ser implantados para garantir a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores.

No caso das empilhadeiras, há basicamente duas NRs que tratam do assunto de forma bem direta: a NR11, que aborda os procedimentos para transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais; e a NR12, que trata da segurança de máquinas e equipamentos.

Separamos 10 pontos importantes dessas duas NRs pra você relembrar:

  1. A primeira e mais básica das regras é: O operador de empilhadeiras deverá receber treinamento específico e ser formalmente habilitado para essa função – não sendo permitida que pessoas não habilitadas operem os equipamentos.
  2. O material transportado deverá ser armazenado de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergências, etc. Além do risco em caso de incêndios, uma possível fiscalização prevê a autuação pelo não cumprimento desse item. Ainda sobre o armazenamento, a NR11 estabelece que o material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 50 centímetros.
  3. Além de habilitados, os operadores de empilhadeiras só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação com o nome e fotografia e em local visível.
  4. Dentre os equipamentos de segurança, as buzinas são itens obrigatórios e devem estar em bom estado de funcionamento.
  5. Em locais fechados e sem ventilação é proibida a utilização de empilhadeiras movidas à combustão interna – como diesel e GLP. Nesses casos somente poderão ser utilizadas empilhadeiras elétricas. Já se o ambiente for fechado, mas houver ventilação, as empilhadeiras à GLP poderão ser utilizadas.
  6. Todas as empilhadeiras devem possuir manuais fornecidos pelo fabricante ou importador, contendo informações relativas à segurança em todas as fases de utilização na operação.
  7. A NR12 estabelece, ainda, que as máquinas devem ser inspecionadas rotineiramente e se apresentarem defeitos, como de freios, as peças devem ser imediatamente substituídas (CLIQUE AQUI para saber mais sobre Manutenção Preventiva).
  8. Além disso, o peso do material armazenado não poderá exceder a capacidade de carga calculada para o piso da fábrica
  9. Este item é importante e pouca gente se dá conta disso: sempre que houver mudanças nas instalações, na operação das máquinas e equipamentos e nas rotinas de trabalho, o operador deve passar por um treinamento de reciclagem
  10. Antes de iniciar a operação da empilhadeira, o operador deve verificar as condições da máquina (o chamado checklist, que deve ser aplicado em todo início de turno).

 

EPIs OBRIGATÓRIOS PARA OPERADORES DE EMPILHADEIRAS

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Os EPIs (Equipamentos de Segurança) são indispensáveis à segurança dos operadores e são exigência legais para os empregadores.

  • CAPACETES: Usado para proteger a cabeça do operador de impactos de pequenos objetos e perfurações, os capacetes são utilizados em indústrias em geral, e no caso de operações com empilhadeiras em que sempre há objetos suspensos, existe a necessidade de uma proteção extra, além da cabine da máquina. Por essa razão o operador deve inclusive sair da empilhadeira com o capacete para só depois tirá-lo.
  • BOTINA COM PROTEÇÃO RÍGIDA: Os calçados de segurança também são itens obrigatórios para o operador de empilhadeira. Deve ser fechamento em elástico, confeccionado em couro hidrofugado curtido ao cromo, palmilha de montagem em não tecido, biqueira de aço ou PVC, proteção de metatarso, solado bidensidade injetado diretamente no cabedal, sistema de absorção de energia na região do salto e resistente ao óleo combustível. Este é, aliás, um EPI que deve ser usado estando o operador dentro ou fora da empilhadeira.
  • ÓCULOS DE PROTEÇÃO:  Existem vário tipos e modelos de proteção para a visão dos operadores, mas devemos considerar as seguintes condições: vedação lateral, resistência a impactos, ventilação, facilidade de conservação e limpeza, além, é claro, da ergonomia. Os óculos de segurança (proteção) são necessários porque as empilhadeiras, em sua maioria, têm cabines abertas – e em um meio de produção industrial existe o risco de haver objetos sendo projetados.
  • PROTEORES AURÍCULARES: Assim como os demais EPIs, há uma enorme gama de protetores auditivos  no mercado. Para a operação de empilhadeiras, às vezes os níveis de ruído podem ser acima do que seria “razoável” para o dia a dia do operador, e neste sentido devemos também utilizar esta proteção.
  • LUVAS: É recomendado que os operadores utilizem luvas do tipo vaqueta nos momentos de abastecimento de GLP / GNV, pois o contato com a pele pode provocar queimaduras, e nas trocas de baterias em máquina elétrica, utilizar luvas nitrílicas, pois o ácido sulfúrico está presente na grande quantidade de baterias de equipamentos elétricos
  • COLETES: E para fechar a lista de EPIs para operadores de empilhadeiras, os coletes refletivos – que devem ser usados também pelos funcionários que trabalham próximos de empilhadeiras – já que evidenciam a presença de pessoas e evitam possíveis atropelamentos.

OUTROS CUIDADOS

  • Só faça o deslocamento da empilhadeira quando e se tiver uma visão bem clara do trajeto que irá percorrer. Portanto, se a carga estiver elevada e impedindo a visibilidade, opte por fazer o transporte em marcha à ré.
  • Falando nisso, no caso de declives (descida), se estiver carregado também é indicado fazer esse trajeto de marcha à ré.
  • Evite fazer manobras em rampas
  • Em curvas, reduza a velocidade do equipamento (alguns equipamentos, como os da LINDE, possuem controles que fazem isso automaticamente
  • Procure desviar de buracos, manchas de óleo, graxas ou materiais soltos – que podem provocar um acidente.
  • Os pedestres têm sempre prioridade – respeite as faixas, fique atento às curvas e utilize a buzina nos locais de passagem de pedestre e outros veículos.
  • Muitas vidas já foram perdidas em casos de operadores que tentaram pular da máquina durante um tombamento. Por isso, não tente fazer isso e utilize SEMPRE o cinto de segurança
  • Evite manobras bruscas com a empilhadeira, incluindo as freadas.
  • Fique muito atento à capacidade de carga da empilhadeira  – Confira abaixo o porquê.

 

CAPACIDADE RESIDUAL DAS EMPILHADEIRAS

Um acidente comum envolvendo empilhadeiras é o tombamento ocasionado pelo desrespeito à capacidade residual do equipamento. E apesar de ser um assunto abordado nos treinamentos, o que se percebe é que nem todos os operadores sabem, de fato, o que é a capacidade residual em empilhadeiras… Por isso, bora relembrar!

CAPACIDADE RESIDUAL é a capacidade que a empilhadeira tem para elevar a carga que será movimentada com equilíbrio e segurança. Até aí parece fácil, o problema é que esta capacidade sofrerá alteração dependendo do peso, da dimensão e da altura de elevação.

Para facilitar vamos imaginar uma gangorra, sendo a Caixa 1 a carga (mais leve), e a Caixa 2 a empilhadeira (mais pesada). Em uma situação normal, em que se respeite a Capacidade Residual, a Caixa 2 que representa a empilhadeira deverá ficar sempre embaixo para haver o equilíbrio desejado (imagem 1).

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Mas se você exceder o peso da Caixa 1 (carga), ela ficará embaixo e a Caixa 2 (empilhadeira) será levantada. Resultado: teremos neste caso um lamentável tombamento da máquina.

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CENTRO DE GRAVIDADE!

Para ilustrar esta situação utilizamos a figura abaixo, onde é demonstrado o Centro de Gravidade (CG) ‘’imaginário’’ da empilhadeira sem a carga (fig. 01). Quando colocamos a carga e iniciamos o processo de elevação, o Centro de Gravidade vai se deslocando (fig.2). E se passar do ponto de equilíbrio, a empilhadeira fatalmente tombará para frente.

capacidade residual imagem 3

 

PORTANTO – Além de usar a empilhadeira com a capacidade correta para a carga, movimente o equipamento com o mastro inclinado para traz e a carga com menor elevação possível. Isso proporcionará mais estabilidade porque o centro de gravidade se deslocará contra o produto, dando maior segurança à operação.

LEMBRE-SE:  VELOCIDADE TAMBÉM INTERFERE NA ESTABILIDADE – E como estamos falando de operações estáveis, é bom lembrar que outro fator que influencia diretamente a estabilidade das empilhadeiras é a velocidade com que as operações são realizadas. Mesmo que você esteja respeitando a Capacidade Residual, quando realiza manobras acima da velocidade acaba mudando o centro de gravidade (ponto de equilíbrio) e irá causar um acidente.

MAS COMO CALCULAR A CAPACIDADE RESIDUAL? Na verdade você não precisa fazer contas – em sua empilhadeira há um gráfico com a relação de peso da carga, centro de carga e também da altura que você poderá elevar a carga.

LUZES DE SEGURANÇA PARA EMPILHADEIRAS

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Além dos itens obrigatórios estabelecidos pelas NR11 e NR12, outros equipamentos podem ser incorporados às empilhadeiras para garantir a segurança das operações.

Um exemplo é o chamado BLUE SPOT – um farol anticolisão que atua como um alerta para pedestres e veículos por meio de uma fonte luminosa de led projetada no chão, à frente da direção do percurso do equipamento.

Esses faróis protegem tanto os operadores como também (e principalmente) os pedestres. Esses acessórios podem ainda ser utilizados em conjunto com os dispositivos sonoros ou luzes estroboscópicas já existentes e são perfeitos em cruzamentos de baixa visibilidade e cruzamentos em corredores transversais.

Um detalhe interessante é que esse feixe de luz azul, no caso do Blue Sport, é de fácil identificação (inclusive deficientes auditivos) e tem baixo investimento quando comprado a outros sistemas.

 

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