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Manutenção Preventiva em Empilhadeiras: passo a passo

Um dos conteúdos mais acessados em nosso site é sobre Manutenção Preventiva em empilhadeiras. E esse interesse tão grande pelo assunto tem um motivo muito óbvio: Fazendo as manutenções preventivas no tempo correto e da forma correta você poderá diminuir custos,  prevenir as quebra inesperadas, reduzir o consumo da máquina e garantir a segurança e a eficiência da empilhadeira nas operações. 

 E por se tratar de um tema tão importante trouxemos pra você dicas especiais sobre Manutenção Preventiva em Empilhadeiras.

POR QUE A PREVENTIVA É TÃO IMPORTANTE?

Se você ainda tem dúvidas sobre a importância da manutenção preventiva em empilhadeiras, pense nos seguintes benefícios que ela traz pra você:

  • Poder quantificar e programar as peças que serão utilizadas, sendo importante para previsão de custos com o equipamento.
  • Detectar possíveis falhas que ainda não estejam aparentes na empilhadeira – e que, inclusive, podem envolver a segurança das operações.
  • Programar com antecedência as paradas para que não comprometa a produtividade
  • Prolongar a vida útil das peças e da própria empilhadeira
  • Redução do consumo, uma vez que velas e filtros, por exemplo, vão refletir diretamente na economia.
  • Garantia de maior disponibilidade da empilhadeira – já que as manutenções corretivas demandam mais tempo e não são programadas
  • E um benefício muito importante: prevenir aquelas indesejáveis paradas por quebra do equipamento, que além de comprometerem a produção tendem a custar muito mais que as manutenções preventivas.

CALENDÁRIO DE PREVENTIVAS

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Na maioria dos casos, as preventivas em empilhadeiras devem ser feitas a cada 500 horas. Mas não podemos, em hipótese alguma, tomar este número como referência para todos os casos.

Cada equipamento tem um manual determinado pelo fabricante com a periodicidade das manutenções preventivas da empilhadeira.

Acontece que isso varia muito conforme o uso do equipamento. Se pegarmos duas empilhadeiras iguais, mas com usos diferentes, vamos ter necessidades de manutenção diferente para cada um deles.

 Por isso não podemos criar um calendário de manutenção sem conhecer a particularidade de cada operação, na qual são avaliados:

  • Tempo de uso da empilhadeira
  • Severidade do uso, quer dizer, o tipo de operação que está o equipamento.
  • Cuidado operacional diário.
  • O ambiente operacional.
  • A qualidade das peças e dos combustíveis utilizadas na empilhadeira.

Com o manual em mãos e esses dados levantados, aí é criado um calendário específico para o seu equipamento.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA PASSO A PASSO

Trazemos até você um sequencialmente básico como exemplo de como a JM Empilhadeiras executa uma manutenção preventiva.

  1. Primeiramente o técnico consulta os operadores ou o responsável pelas operações se há algum indício de problemas com a empilhadeira, como ruídos, por exemplo.
  2. Em seguida será feita uma vistoria geral na empilhadeira, que deve ser feita antes da limpeza, verificando pontos de vazamentos, trincas e demais problemas que estejam aparentes na empilhadeira, mesmo estando o equipamento sem a devida limpeza.
  3. Depois vem a limpeza geral para, em seguida, fazer uma nova vistoria identificando eventuais anomalias.
  4. Após a limpeza é feita a substituição dos chamados itens consumíveis, como óleos, graxas, filtros, velas, etc.
  5. Em seguida será realizada a substituição das peças programadas para aquela revisão, que vão variar com o tempo e a forma de uso, mas que já estarão previstas no calendário de manutenção da empilhadeira.
  6. Depois é feita a checagem geral de apertos e encaixes de sistemas mecânicos, do sistema hidráulico, elétrico e eletrônicos, para em seguida fazer a limpeza dos sistemas de softwares.
  7. Seguidas essas etapas, são feitos os testes finais na empilhadeira.

FIQUE LIGADO!

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Uma observação importante é que o checklist diário – feito sempre no início de cada turno, também é um importante item de manutenção preventiva.

Além disso, o operador deve ser conscientizado para que caso perceba qualquer anomalia ou indício de problemas durante a operação, como ruídos, mudança de velocidade ou de rendimento da empilhadeira, deve parar imediatamente e relatar isso à equipe ou empresa de manutenção.

DICAS PARA LUBRIFICAÇÃO

Como vimos um dos itens a ser feita durante as revisões preventivas em empilhadeiras é a lubrificação, troca de óleo e filtros do equipamento. E por se tratar de um procedimento de grande importância, relembramos você de alguns conceitos básicos de lubrificação.

ÓLEOS PARA EMPILHADEIRAS

As empilhadeiras utilizam os mesmos óleos de veículos automotivos – ou seja, não há necessidade de se utilizar um lubrificante feito exclusivamente para o equipamento, pois os automotivos atendem plenamente as exigências de lubrificação da empilhadeira. Mas é preciso ficar atento ao tipo que será utilizado, conforme ensinamos abaixo:

Existem três tipos de lubrificantes:

  • MINERAIS: o óleo mineral possui uma pequena combinação de aditivos e é obtido por meio do refino do petróleo. São mais baratos e atendem apenas as exigências dos motores mais antigos, e por terem uma durabilidade menor, as trocas são feitas com maior frequência. Este tipo de óleo não é indicado para empilhadeira por apresentar pouco desempenho e capacidade de proteção, se comparado aos modernos lubrificantes sintéticos.
  • SINTÉTICOS: esses óleos, como o próprio nome diz, são fabricados e obtidos por meio de reações químicas. Por serem totalmente desenvolvidos em laboratório e de forma controlada, já são projetados para necessidades específicas.
  • SEMISSINTÉTICOSESTE É O ÓLEO MAIS INDICADO PARA EMPILHADEIRAS– pois durante a sua produção ele emprega tanto as qualidades do mineral como a do sintético – sendo de ótima qualidade e de custo mais acessível que os sintéticos.

 CLASSIFICAÇÃO

Para você Imagine que você vai comprar um lubrificante para empilhadeira e se depara com uma série siglas. Por exemplo: Lubrificante API-SJ SAE 20W50

  • API SJ: API é a sigla que representa “nível de desempenho do lubrificante”. Ela é seguida da letra “S”, que se refere a motores à combustão movidos à gasolina. Se fosse um motor a diesel, seria API C, e se fosse um lubrificante para engrenagens, API GL.

Já a letra “J” indica a evolução do óleo – e quanto maior a letra, maior o estágio de evolução do lubrificante. Por isso os carros com tecnologia mais moderna só podem utilizar óleos SJ ou SM. Já os mais antigos, letras menores são mais indicadas.

  • SAE 20W50: Esta é indicação da viscosidade do óleo. SAE é a sigla em inglês de “Sociedade de Engenheiros Automotivos”. O número em seguida vai indicar a viscosidade em baixas temperaturas. Quanto mais baixo for o número, mais apropriado para ambientes mais frios. Já o segundo número, o 50 (depois da letra W que significa inverno em inglês), indicará a viscosidade do óleo em altas temperaturas – ou seja, durante as operações da empilhadeira.

NOTA: hoje a maioria das embalagens vem com a identificação mais simplificada. Como neste exemplo do lubrificante API-SJ SAE 20W50, você provavelmente encontrará nos rótulos SJ 20W50.

 POSSO COMPLETAR ÓLEO COM LUBRIFICANTES DIFERENTES?

 Além de não ser indicado, há uma observação importantíssima para a saúde dos componentes e peças: você não deve misturar lubrificantes.

A principal razão para não completar o nível de lubrificante da vareta com um produto diferente é que os aditivos podem não combinar entre si – podendo, inclusive, um anular os benefícios do outro quando misturados.

Marcas também não devem ser misturadas – mesmo que o lubrificante tenha características iguais, pois cada fabricante de óleo utiliza aditivos próprios e que podem ser diferentes. Lembre-se: a má lubrificação pode ocasionar corrosão no motor, formação de borra, perda de eficiência do equipamento e aumento no consumo.

IMPORTANTE: Em última instância, caso você não encontre mais o óleo da mesma marca e precisa trocar, siga essas dicas:

  • Não deixe uma gota sequer do lubrificante antigo na vareta
  • Troque o filtro
  • Encha o cárter com o óleo novo até atingir o nível correto apontado na vareta.

 GRAXAS

Pouca gente já parou pra pensar, mas as graxas utilizadas para lubrificação de componentes da empilhadeira são lubrificantes em estado pastoso, já que em formato líquido não teria o mesmo efeito para lubrificar certos componentes, como uma corrente, por exemplo.

Na hora de escolher a melhor graxa, deve-se levar em conta fatores como consistência, faixa de temperatura e propriedades anticorrosivas.

  • À base de cálcio: normalmente usadas em temperaturas de até 60ºC
  • De sódio: podem ser usadas em temperaturas entre -30ºC e 80ºC
  • À base de lítio: adequadas para temperaturas entre -30ºC e 110ºC

 LUBRIFICAÇÃO NÃO É APENAS NO MOTOR

Lubrificação não é simplesmente trocar o óleo do motor. Confira os componentes que também requerem atenção.

  • DIFERENCIAL: fique atento e dê atenção especial à lubrificação da coroa e do Pinhão. Geralmente, essa manutenção é feita a cada mil horas.
  • MANCAIS E CILINDRO: os mancais da torre e os cilindros de inclinação devem ser engraxados com frequência – principalmente se o equipamento trabalhar em lugares com poeira ou outro tipo de sujeira.
  • EIXO: o eixo direcional é outro componente que precisa ser engraxado com frequência – e assim como o mancal, se você operar em lugares com poeira a lubrificação deve ser mais frequente.
  • TRANSMISSÃO: só quem já precisou fazer reparos na suspensão sabe a dor de cabeça e o prejuízo que isso dá. Portanto, muita atenção principalmente à lubrificação do conversor de torque do equipamento – pois é o componente com maior índice de atrito.

 

EQUIPE ESPECIALIZADA

Como você viu, a manutenção preventiva é recurso imprescindível para redução dos custos operacionais e para garantir a produtividade máxima da empilhadeira.

Por isso convidamos você para conhecer os programas de Manutenção Preventiva da empilhadeira número 1 em pós-venda do país – JM Empilhadeiras.

 

https://www.jmempilhadeiras.srv.br/site/jm-empilhadeiras-orcamento/