Lubrificação de empilhadeiras: tudo o que você precisa saber

Lubrificação de empilhadeiras: tudo o que você precisa saber

Estudos indicam que a lubrificação completa, correta e periódica pode trazer um CUSTO MENOR DE MANUTENÇÃO DE ATÉ 35%. E o mais impressionante é que você poderá ter um AUMENTO DE ATÉ DEZ VEZES NA VIDA ÚTIL DO EQUIPAMENTO se forem observados todos os cuidados com a lubrificação.

Por isso é tão importante você se informar muito bem a respeito da lubrificação do seu equipamento.

Assista ao vídeo que o Treinador Técnico da JM Empilhadeiras preparou pra você. E abaixo colocamos mais algumas informações relevantes.

FUNÇÕES DO LUBRIFICANTE

Como você sabe, o funcionamento de qualquer motor acontece por movimento. E esse movimento entre as peças acaba gerando atrito e o cisalhamento desses componentes. É aí que entra o trabalho do lubrificante – ele forma uma película que impede o contato direto entre essas superfícies, reduzindo o atrito e evitando, assim, o desgaste das peças.

Mas não é só isso. O lubrificante também tem outras funções importantíssimas, como:

  • Resfriar as peças para evitar o aumento excessivo da temperatura
  • Limpar as impurezas do motor
  • Manter a vedação dos sistemas impedindo a entrada de detritos ou de gazes no motor
  • Transmitir força, no caso de sistemas hidráulicos

 ADITIVO

Não se preocupe com os aditivos – hoje os óleos sintéticos e semissintéticos, diferentemente dos antigos óleos minerais, já possuem em seus compostos aditivos para melhorar o desempenho do lubrificante, e consequentemente, a eficiência da sua empilhadeira.

LUBRIFICANTES PARA EMPILHADEIRA

Agora vamos ao ponto específico das empilhadeiras. Elas utilizam os mesmos óleos de veículos automotivos – ou seja, não há necessidade de se utilizar um lubrificante feito exclusivamente para o equipamento, pois os automotivos atendem plenamente as exigências de lubrificação da empilhadeira. Mas é preciso ficar atento ao tipo que será utilizado, conforme ensinamos abaixo:

Existem três tipos de lubrificantes:

  • MINERAIS: o óleo mineral possui uma pequena combinação de aditivos e é obtido por meio do refino do petróleo. São mais baratos e atendem apenas as exigências dos motores mais antigos, e por terem uma durabilidade menor, as trocas são feitas com maior frequência. Este tipo de óleo não é indicado para empilhadeira por apresentar pouco desempenho e capacidade de proteção, se comparado aos modernos lubrificantes sintéticos.
  • SINTÉTICOS: esses óleos, como o próprio nome diz, são fabricados e obtidos por meio de reações químicas. Por serem totalmente desenvolvidos em laboratório e de forma controlada, já são projetados para necessidades específicas.
  • SEMISSINTÉTICOSESTE É O ÓLEO MAIS INDICADO PARA EMPILHADEIRAS– pois durante a sua produção ele emprega tanto as qualidades do mineral como a do sintético – sendo de ótima qualidade e de custo mais acessível que os sintéticos.

CLASSIFICAÇÃO

Para você Imagine que você vai comprar um lubrificante para empilhadeira e se depara com uma série siglas. Por exemplo: Lubrificante API-SJ SAE 20W50

  • API SJ: APIé a sigla que representa “nível de desempenho do lubrificante”. Ela é seguida da letra “S”, que se refere a motores à combustão movidos à gasolina. Se fosse um motor a diesel, seria API C, e se fosse um lubrificante para engrenagens, API GL.

Já a letra “J” indica a evolução do óleo – e quanto maior a letra, maior o estágio de evolução do lubrificante. Por isso os carros com tecnologia mais moderna só podem utilizar óleos SJ ou SM. Já os mais antigos, letras menores são mais indicadas.

  • SAE 20W50: Esta é indicação da viscosidade do óleo. SAE é a sigla em inglês de “Sociedade de Engenheiros Automotivos”. O número em seguida vai indicar a viscosidade em baixas temperaturas. Quanto mais baixo for o número, mais apropriado para ambientes mais frios. Já o segundo número, o 50 (depois da letra W que significa inverno em inglês), indicará a viscosidade do óleo em altas temperaturas – ou seja, durante as operações da empilhadeira.

 

NOTA: hoje a maioria das embalagens vem com a identificação mais simplificada. Como neste exemplo do lubrificante API-SJ SAE 20W50, você provavelmente encontrará nos rótulos SJ 20W50.

ATENÇÃO: JAMAIS MISTURE LUBRIFICANTES

Sabe aquela história de completar o óleo em vez de trocá-lo? Além de não ser indicado, há uma observação importantíssima para a saúde dos componentes e peças: você não deve misturar lubrificantes.

A principal razão para não completar o nível de lubrificante da vareta com um produto diferente é que os aditivos podem não combinar entre si – podendo, inclusive, um anular os benefícios do outro quando misturados.

 Marcas também não devem ser misturadas – mesmo que o lubrificante tenha características iguais, pois cada fabricante de óleo utiliza aditivos próprios e que podem ser diferentes. Lembre-se: a má lubrificação pode ocasionar corrosão no motor, formação de borra, perda de eficiência do equipamento e aumento no consumo.

 IMPORTANTE: Em última instância, caso você não encontre mais o óleo da mesma marca e precisa trocar, siga essas dicas:

  • Não deixe uma gota sequer do lubrificante antigo na vareta
  • Troque o filtro
  • Encha o cárter com o óleo novo até atingir o nível correto apontado na vareta.

 GRAXAS

Pouca gente já parou pra pensar, mas as graxas utilizadas para lubrificação de componentes da empilhadeira são lubrificantes em estado pastoso, já que em formato líquido não teria o mesmo efeito para lubrificar certos componentes, como uma corrente, por exemplo.

Na hora de escolher a melhor graxa, deve-se levar em conta fatores como consistência, faixa de temperatura e propriedades anticorrosivas.

  • À base de cálcio: normalmente usadas em temperaturas de até 60ºC
  • De sódio: podem ser usadas em temperaturas entre -30ºC e 80ºC
  • À base de lítio: adequadas para temperaturas entre -30ºC e 110ºC

 QUANDO TROCAR

 Como vimos no início desse material, zelar pela lubrificação aumentará consideravelmente a vida útil dos componentes da empilhadeira.

 Mas afinal, devo fazer a troca do óleo a cada quantas horas de uso?

Seríamos muito insensatos se respondêssemos essa pergunta com uma quantidade de horas válida para qualquer equipamento. Além de cada um possuir suas características próprias (daí a necessidade de seguir o Manual), há também variáveis que devem ser levadas em conta, como o tipo de uso da empilhadeira.

Há casos em que a troca acontece a cada 500 horas, como há empilhadeiras que precisam dessa manutenção preventiva a cada 250 horas – daí a impossibilidade de limitar um tempo geral para todo equipamento.

Portanto, consulte o manual da sua empilhadeira e siga a orientação da empresa que lhe vendeu o equipamento ou que faz a assistência técnica da sua empilhadeira.

 LUBRIFICAÇÃO NÃO É APENAS NO MOTOR

Lubrificação não é simplesmente trocar o óleo do motor. Confira os componentes que também requerem atenção.

  • DIFERENCIAL: fique atento e dê atenção especial à lubrificação da coroa e do Pinhão. Geralmente, essa manutenção é feita a cada mil horas.
  • MANCAIS E CILINDRO:os mancais da torre e os cilindros de inclinação devem ser engraxados com frequência – principalmente se o equipamento trabalhar em lugares com poeira ou outro tipo de sujeira.
  • EIXO: o eixo direcional é outro componente que precisa ser engraxado com frequência – e assim como o mancal, se você operar em lugares com poeira a lubrificação deve ser mais frequente.
  • TRANSMISSÃO:só quem já precisou fazer reparos na suspensão sabe a dor de cabeça e o prejuízo que isso dá. Portanto, muita atenção principalmente à lubrificação do conversor de torque do equipamento – pois é o componente com maior índice de atrito.

 PLANOS DE LUBRIFICAÇÃO

Se você não tem ou não segue um plano de manutenção preventiva, é muito importante rever seus conceitos. É imprescindível um plano se você quiser que seu equipamento opere com mais desempenho e que os componentes tenha suas vidas úteis prolongadas.

Se você não tem, monte um plano junto com sua equipe ou peça auxílio para uma empresa especializada.

Neste plano deve conter a lubrificação, além do motor, de componentes como:

  • Todos os engates e articulações
  • Superfícies de atrito da torre
  • Superfícies de atrito do carro porta garfos
  • Mancais
  • Correntes de elevação
  • Rolamentos das rodas
  • Eixo direcional, pino rei e terminais

 

Se v0cê tiver dúvidas ou quiser um orçamento sobre assistência técnica especializada, entre em contato conosco.

Manutencao preventiva empilhadeiras