8 dicas pra tornar suas operações mais seguras

8 dicas pra tornar suas operações mais seguras

A cada 3 ou 4 horas, um trabalhador brasileiro morre em acidente de trabalho. E mesmo sendo um número assustador, muitos empresários e até mesmo os próprios funcionários persistem em não dar a devida atenção à segurança e à prevenção de acidentes, colocando em risco a saúde e a própria vida dos trabalhadores.

No caso das operações com empilhadeiras, a preocupação com a segurança e as ações preventivas deve ser redobrada.

Dentre os acidentes mais comuns com empilhadeiras destaque para os tombamentos (que passam dos 20% dos acidentes), seguido por atropelamento de pedestres e situações em que o funcionário é prensado pelo equipamento.

E com base nessas estatísticas, trazemos hoje 8 dicas pra você repensar as operações em sua empresa e compartilhar com sua equipe de operadores.

  1. CAPACIDADE RESIDUAL: O RISCO DE TOMBAMENTOS

Como vimos, o tombamento de empilhadeiras representa cerca de 20% dos acidentes, tornando-se um dos mais comuns.

E um dos motivos para isso é que o operador desrespeita os limites de Capacidade Residual da empilhadeira.

Para relembrar, Capacidade Residual é a capacidade nominal que a empilhadeira tem para elevar com equilíbrio e segurança a carga. Esta capacidade é alterada dependendo do peso, da dimensão e da altura de elevação.

Cada empilhadeira possui um gráfico com a relação de peso da carga, centro de carga e também da altura que você poderá levantar a carga. Respeitar INTEGRALMENTE esses limites – incluindo a velocidade principalmente em curvas, é fundamental par evitar tombamentos (clique aqui para saber mais sobre Capacidade Residual).

  1. RECICLAGENS CONTÍNUAS

A rotina, a sensação de que “acidente nunca vai acontecer comigo” e o excesso de confiança podem fazer com que os operadores de empilhadeiras liguem o trabalho no “piloto automático” e não mais se preocupem como deveriam com a segurança.

Por isso os treinamentos de reciclagem são tão importantes. Tenha uma planilha individual de qualificações e reciclagens sobre os riscos e as medidas preventivas para operações seguras.

O ideal é que cada empresa tenha um Programa Anual de Treinamentos e, se for possível, acrescentar ainda os chamados DDS (Diálogo de Segurança).

  1. LUZES DE SEGURANÇA

linde-blue-spot-jm-empilhadeirasPara ampliar o nível de segurança e proteger operadores e pedestres, novos acessórios e tecnologias foram criadas e estão sendo amplamente incorporadas pelas empresas. E um exemplo disso são os sinais luminosos, sendo os principais deles:

  • BLUE SPOT: Indispensável para a segurança nas operações, o farol anticolisão Blue Spot atua como um alerta para pedestres e veículos por meio de uma fonte luminosa de led projetada no chão, à frente da direção do percurso do equipamento. Algumas características deste assessório são: protege operadores e pedestres; pode ser utilizado em conjunto com os dispositivos sonoros ou luzes estroboscópicas já existentes; é perfeito em cruzamentos de baixa visibilidade e cruzamentos em corredores transversais; este feixe de luz azul é de fácil identificação (inclusive deficientes auditivos); tem baixo investimento quando comprado a outros sistemas.
  • SISTEMA DE ALERTA LATERAL: Age como um aviso para os pedestres em relação à distância segura que podem se aproximar das empilhadeiras. Este Sistema projeta um grande feixe de luz vermelha no piso e permite com o que pedestres possam identificar de forma mais segura como transitar próximos a veículos industriais, a fim de eliminar acidentes.
  • RED ZONE: faixa intensa de luz vermelha que sinaliza de forma mais clara o possível circuito das empilhadeiras. O Red Zone emite forte marcação luminosa na cor vermelha, com o objetivo de advertir e exibir a todos colaboradores a área de distância segura a se manter das empilhadeiras.
  1. MANUTENÇÕES E CHECKLIST

Pode até parecer um clichê, mas a verdade é que manter as manutenções preventivas em dia, além de ser imprescindível para garantir eficiência operacional e para que não haja paradas indesejadas, é de grande importância também para a segurança. E além das manutenções preventivas, é indicado que haja um checklist diário para ser utilizado antes de qualquer operação.

  1. MONITORAMENTO DA DIREÇÃO

O operador precisa ser e estar treinado para que antes de qualquer movimento tenha uma visão de todo o perímetro – a orientação é de que só realize manobras quando tudo estiver dentro de seu raio de visão.

  1. EPIs E O CINTO

Os riscos de um acidente com empilhadeiras diminuem de maneira proporcional às medidas preventivas adotadas. E mesmo tomando todas as precauções, os operadores ainda estão sujeitos a acidentes.

É por isso que os EPIs (Equipamentos de Segurança) e o cinto de segurança devem fazer parte da rotina diária do operador. E NENHUMA operação deve ser iniciada – por mais simples que ela possa ser, sem que ele esteja com TODOS os EPIs e com o cinto de segurança.

Importante lembrar ainda que EPIs como o protetor-auricular asseguram que não ocorram doenças auditivas relacionadas ao trabalho.

  1. SINALIZAÇÃO

É importante lembrar que não são somente os operadores que estão em risco: os pedestres também.

Por isso é importante ter muito cuidado com a sinalização dos locais onde serão realizadas as operações.

Faixas de pedestres e sinalização das áreas bem demarcadas, além de avisos nos pontos estratégicos são fundamentais para a segurança.

  1. ATENÇÃO À NR11

As atividades que envolvem riscos possuem normas regulamentadoras que padronizam processos e tornam obrigatório o cumprimento de requisitos pré-determinados. No caso das empilhadeiras, a NR11 é a norma que trata da segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras (incluindo, neste caso, as empilhadeiras).

Assim, é preciso que os operadores sejam capacitados e passem por reciclagens sobre a  NR11. Vamos ver alguns pontos desta norma.

  • OPERADORES: como já descrevemos, os operadores devem receber treinamento específico, dado pela empresa. Eles deverão ser habilitados e só poderão dirigir se, durante o horário de trabalho, portarem um cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível.
  • EQUIPAMENTOS: além de constar em lugar visível a carga máxima de trabalho permitida, deve possuir sinal de advertência sonora (buzina). NOTA – Apesar de não ser uma exigência, as empresas estão implantando em suas empilhadeiras, além do sinal sonoro, os sinais luminosos que destacamos acima.
  • LOCAIS DA OPERAÇÃO: em ambientes fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases tóxicos deverá ser controlada para evitar concentrações acima dos limites permissíveis. Se forem locais fechados e sem ventilação, é proibida a utilização de máquinas movidas a motores de combustão interna, salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados. NOTA – na Europa, as empilhadeiras elétricas já são as preferidas pelas empresas. Aqui no Brasil, o mercado segue a mesma tendência e o uso de empilhadeiras elétricas vem crescendo vertiginosamente.
  • LOCAL DE ARMAZENAMENTO: O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas de emergências, etc. Além do risco em caso de incêndios, uma possível fiscalização prevê a autuação pelo não cumprimento desse item. Ainda sobre o armazenamento, a NR11 estabelece que o material empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma distância de pelo menos 50 centímetros.

 

PRA FINALIZAR: Como você pode perceber, o assunto segurança é bem complexo e extenso. Por isso, informe-se, consulte profissionais e/ou empresas especializadas em saúde e segurança do trabalho. E se precisar de mais informações, quiser fazer orçamentos de venda, locação, assistência técnica ou peças, entre em contato com nossa equipe!

Manutencao preventiva empilhadeiras